| Lixão em frente ao Hospital Maternidade Justino Ferreira: retrato do abandono público |
Conhecido num passado
recente como município modelo, referência para os demais da região, Antonio Martins
entrou em declínio nos últimos quatro anos. O que se vê hoje é um lugar abandono
pelo Poder Público.
Desde que perdeu o pleito, em
7 de Outubro passado, o Prefeito Edmilson Fernandes de Amorim (PMDB), que foi
derrotado nas urnas, quando tentava a reeleição, simplesmente sumiu, dando ordens
aos seus auxiliares à distância, delegando a eles a tarefa de administrar em
seu lugar.
Com o abandono, a limpeza
urbana foi completamente esquecida e deixou de ser feita regularmente há mais
de um mês. Resultado: pilhas e pilhas de lixo e de outros entulhos se avolumam,
passando a fazer parte da paisagem e do cotidiano da população, a contragosto.
O pior de tudo tem sido conviver
com ratos, baratos, mosquitos e animais perambulando à solta pelas ruas,
revirando e espalhando sujeira por toda parte. Dá até dó.
As belas Praças e os Canteiros,
que tanto embelezavam a cidade, praticamente já não existem mais, por que estão
depredados ou destruídos.
O que antes havia de verde espalhado
pela cidade foi dizimado. O prejuízo para a população e, sobretudo, para o Meio
Ambiente, é irreparável.
Por ordem do Prefeito
Edmilson Fernandes, de uma só vez, 18 Palmeiras Imperiais, distribuídas por diversos
pontos da cidade, acabaram sendo arrancadas no tronco.
Além disso, cerca de 20 Pinheiros
que emolduravam o Presépio Natalino, um dos pontos de visitação turística de Antonio
Martins, com praça e lanchonetes, ponto de encontro dos munícipes, foram todos cortados,
e isso, faltando menos de um mês para o Natal. Para encobrir o que
vergonhosamente tinham feito, de forma proposital pintaram os troncos de branco,
para evitar chamar atenção.
Antes, porém, o Prefeito Edmilson
Fernandes já havia mandado derrubar 45 pés de Ficus, para dar visibilidade a um
conjunto residencial, construído em local inadequado e que até hoje está inacabado, sem infraestrutura de moradia,
como eletricidade e pavimentação.
As árvores e demais plantas
que restam nos jardins ornamentais morrem à míngua, sem um pingo de água para
dar-lhes sobrevida, especialmente neste período de seca, embora existam poços
perenes e motores-bombas destinados exclusivamente para irrigá-las. O que falta,
na verdade, é energia, para bombear a água, pois foi cortada por falta de
pagamento.
O gramado do Estádio
Fernandão, antes considerada uma das melhores arenas desportivas do Rio Grande
do Norte, está completamente seco. O motor-bomba que havia só para irrigar o
campo de futebol foi roubado e ficou por isso mesmo. Para piorar a situação, a
energia que puxava a água foi cortada e nada foi feito.
Vale lembrar que a Prefeitura
de Antonio Martins conta com três tratores, duas pipas e água disponível em
cacimbão, que poderiam muito bem servir para aguar os canteiros e jardins, mas não
faz por omissão do atual gestor.
Cansada e sem ter mais a
quem recorrer, uma vez que o Prefeito Edmilson Fernandes não atende aos apelos,
a população aguarda ansiosa 2013, quando finalmente chegará ao fim o período de
quatro anos de tirania e descaso público.
As imagens a seguir são bastante fortes, mas são suficientes para dar a dimensão exata do problema vivido por todos.
As imagens a seguir são bastante fortes, mas são suficientes para dar a dimensão exata do problema vivido por todos.

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